A tosse e o seu tratamento

26-07-2015
tosse

Embora possa ser desencadeada por problemas nervosos ou psíquicos, a tosse  normalmente é um indicador de que algo “diferente” está acontecendo em nosso corpo. A tosse é um mecanismo reflexo pelo qual o organismo elimina secreções de muco ou corpos estranhos presentes no sistema respiratório, ajudando assim a limpar as vias aéreas além de proteger o organismo de doenças e lesões. Como desempenha uma função fisiológica protetora, sua presença é importante e até certo ponto normal. Quando, porém, aumenta de frequência e severidade, passa a indicar a existência de uma anormalidade, que pode ser passageira e sem relevância, mas que também pode ser preocupante, se decorrente de alguma enfermidade. Toda tosse persistente deve ter sua causa investigada.

 

Formas e tipos:

A tosse geralmente é uma resposta aguda e autolimitada, decorrente de infecções virais leves, que desaparece espontaneamente com o tempo. Mas também é o sintoma mais comum das afecções respiratórias e, conforme a causa, pode assumir formas crônicas ou agudas.

A tosse crônica normalmente é provocada por estímulos persistentes como poluição do ar, fumo em excesso, bronquite, dilatações bronquiais e certos estados nervosos. A tosse aguda resulta das mais variadas causas, desde gripes e resfriados até processos mais sérios como abcesso, tuberculose e tumores.

A tosse pode ser improdutiva (seca), sem que haja matéria para expelir, ou produtiva (úmida), que é seguida de expectoração. A eliminação da tosse improdutiva até se justifica, por ser incômoda e não possuir função fisiológica. A tosse produtiva, no entanto, não deve ser indiscriminadamente suprimida. De maneira geral, toda tosse deve ser tratada, mas com critério, pois a mera supressão desse sintoma pode trazer perigosas consequências para o paciente. Se a tosse se prolongar por mais de três semanas suas causas devem ser rigorosamente investigadas.

 

Medidas e Remédios:

O tratamento da tosse pode ser feito através de medidas não medicamentosas, de substâncias que deprimem o reflexo da tosse (antitussígenos), de substâncias que facilitam o fluxo do muco (mucolíticos). Também pode ser feito com glóbulos homeopáticos – que restabelecem a energia vital – ou fitoflorais – que promovem a cura combinando a energia das flores com as propriedades das ervas medicinais.

Hidratação e Umidificação do Ar – O primeiro passo do manejo da tosse é prover o trato respiratório de umidade adequada, tanto pelo aumento da ingestão de líquidos (água), quanto pela umidificação do ar inspirado. A ação demulcente (emoliente) dos agentes hidratantes (água/ vapor d’água) diminui a severidade, frequência e duração da tosse. Estes agentes tornam o muco mais fluido. O método mais antigo de umidificação do ar consiste em gerar vapor d’água fervente num recipiente, ou, mais frequentemente, por meio de vaporizadores.

Antitussígenos – São substâncias que inibem ou diminuem o reflexo da tosse, podendo agir tanto sobre o sistema nervoso central como o periférico. Antigamente eram denominados béquicos.

Expectorantes – São substâncias que aumentam a excreção do muco por facilitar sua remoção (diminuindo sua viscosidade) ou aumentar sua produção. Várias são as substâncias usadas como expectorantes, sendo estas, muitas vezes, referidas dentro do termo “balsâmico”.

Mucolíticos - Os agentes mucolíticos são medicamentos que alteram a estrutura das substâncias que compõe o muco, tornando-o mais fluido e, portanto, mais fácil de ser removido.

Glóbulos homeopáticos- Compostos por substâncias dinamizadas e administradas em doses diluídas, atuam sobre o doente reestabelecendo a energia vital.

Fitoflorais – Associam a energia curativa das flores às propriedades medicamentosas das plantas, atuando assim sobre o corpo físico e o corpo energético.