As Dores e a Osteopatia

24-02-2014

A saúde é uma expressão da criatividade universal; nós vivemos em um universo constantemente criativo onde cada momento é um momento de criação. Nosso sistema humano é uma expressão desta criação constante. Nesta criação de cada momento, a nossa saúde pode ser afetada por diversas causas como acidentes físicos, traumas, alimentação inadequada, poluição ambiental, fatores genéticos e psicológicos. O efeito destas causas em nosso corpo pode ser sentido como um padrão de inércia, contração ou rigidez dos tecidos que podem então, dificultar a expressão da nossa saúde intrínseca e dar origem a diversas doenças. A inteligência inata do corpo vai tentar dissipar a doença, ou resolver a situação da melhor maneira possível. Por exemplo: a febre serve para eliminar um acúmulo de toxinas, uma contração muscular responde a um trauma. Tudo isto mostra o poder de equilíbrio da natureza em ação, uma habilidade chamada de homeostasis. Em situações de stress ou trauma, os músculos atingidos tendem a se contrair como parte de um mecanismo natural de defesa para isolar e proteger as estruturas próximas. Porém, isto pode desencadear dores nas articulações e tensões nos tecidos conjuntivos ao redor, afetando os vasos sanguíneos e reduzindo a circulação de sangue arterial que traz oxigênio e nutrientes para esta região. Também pode interferir na remoção de toxinas através do sistema venoso e linfático e provocar um distúrbio nas respostas simpáticas nervosas.

O termo Osteopatia origina-se do grego Osteon (osso) e Pathos, efeitos que vem do interior. Nasceu nos Estados Unidos e foi criada por Andrew Taylor Still que desde jovem aliviava suas fortes dores de cabeça e náuseas apoiando sua nuca em uma corda estendida entre duas árvores. Tornou-se médico e, ainda jovem, sofreu a perda de seus três filhos e vários pacientes num surto de meningite que acometeu sua cidade. Revoltou-se então ante sua impotência e decidiu estudar novas formas de tratar seus pacientes. E em 1892 criou a Escola de osteopatia.

A Osteopatia tem como princípio que o ser Humano é único e indivisível e que suas estruturas compõem as diversas partes do corpo e cada uma dessas partes tem uma função. Quando a estrutura está em harmonia a enfermidade não pode se desenvolver, mas ela o fará se a estrutura estiver comprometida. Uma alteração numa parte do corpo se repercutirá em outra. Por exemplo, se a pessoa tem um trauma na coluna tem que compensar com o movimento da cabeça para manter a horizontalidade do olhar.

Desenvolvendo-se os estudos o osteopata William G. Sutherland deu origem a terapia craniana após observar que o sistema sacro-craniano é um sistema fisiológico que é essencial para o funcionamento do corpo tal como são os sistemas respiratório e circulatório. Um tratamento realmente efetivo terá que lidar com a origem do problema e não apenas com os sintomas.

A principal intenção do tratamento crânio sacral é restaurar o movimento natural rítmico dos tecidos e do fluido cerebrospinal, liberando o padrão de inércia que pode ter sido instalado. Indicada também nos casos de dores agudas e crônicas e problemas como: enxaquecas, tensões no corpo, cólicas, alguns tipos de problemas visuais e auditivos, problemas de coluna, dificuldades de aprendizado, síndrome de ATM, desequilíbrios psico-emocionais: stress, depressão, cansaço crônico, ansiedade, insônia; e como apoio no tratamento de choques e traumas físicos e emocionais.

Para saber mais participe da palestra “OSTEOPATIA CRÂNIO SACRAL – uma ferramenta em seu desenvolvimento pessoal” com a Dra. Valéria Martins Cury fisioterapeuta especialista em Osteopatia – DIA 25 DE FEVEREIRO DE 2014 – TERÇA-FEIRA – ÀS 19:30 HS – AICITA – CEL. CAMILO PIRES, 225 – FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA (11) 4524-2763.

O sistema craniosacral é constituído pelas membranas e líquido cérebroespinhais, que envolvem e protegem o cérebro e a medula. Com a avaliação do ritmo do líquido cérebroespinhal e seu fluxo no seu sistema hidráulico que o forma, o terapeuta usa uma técnica de contato suave com as mãos para corrigir as disfunções, estimulando positivamente em grande parte a atividade de autocorreção natural do corpo.

Como funciona

A técnica é realizada por meio de um toque suave e sutil com as mãos em pontos específicos, com uma breve avaliação no corpo do paciente. “Ela promove a melhoria geral do funcionamento corporal, regulando o seu equilíbrio, ou seja, sua homeostase. Ela é um método suave de diagnóstico e correção, que encoraja os próprios mecanismos naturais do ser humano a curar e dissipar os efeitos negativos do estresse sobre o seu sistema craniosacral. E o bom da técnica é que o corpo utiliza-se de seus mecanismos naturais de cura. Você dá o estímulo e ele vai, durante a semana, reorganizando-se.

O tratamento não é feito somente na cabeça, mas em todo o corpo. “A avaliação é no corpo todo, ou seja, podendo ser tratada qualquer parte do corpo, identificando a disfunção. Após encontrá-la é feito o tratamento. Lembrando mais uma vez que são toques suaves no sistema que compreende os ossos da cabeça (crânio), face e boca, até o sacro e cóccix. Assim, encontrando alguma restrição em algum desses locais do sistema, o terapeuta utiliza-se da técnica do toque suave para liberar essa área”.

Em situações de stress ou trauma, os músculos atingidos tendem a se contrair como parte de um mecanismo natural de defesa para isolar e proteger as estruturas próximas. Porém, isto pode desencadear dores nas articulações e tensões nos tecidos conjuntivos ao redor, afetando os vasos sanguíneos e reduzindo a circulação de sangue arterial que traz oxigênio e nutrientes para esta região.Também pode interferir na remoção de toxinas através do sistema venoso e linfático e provocar um distúrbio nas respostas simpáticas nervosas.

Finalmente, esta situação de contração pode originar um padrão de inércia, uma falta de movimentação natural dos tecidos e estruturas envolvidos, sendo considerada uma situação precursora ao desenvolvimento de doenças.

Na visão holística da terapia craniosacral, consideramos que cada parte do corpo esta’ conectada com a totalidade do ser e funciona em relação com todas as outras partes. O corpo faz parte de um continuum: mente, corpo e espírito. Somos seres complexos formados de traços individuais e experiências únicas, interagindo constantemente com a vida.

O corpo registra as experiências, pensamentos e sentimentos e responde de acordo com as situações, originando um padrão de comportamento que e’ a expressão da totalidade do ser. O tratamento craniosacral leva em consideração a tentativa do corpo em lidar com a doença da melhor maneira possível e trabalha a favor da fisiologia individual do corpo, melhorando os mecanismos naturais de auto cura em direção ‘a saúde e integração.

As pessoas procuram a terapia craniosacral por diferentes razoes e motivações. São muitos os seus benefícios para o tratamento de problemas físicos específicos, como terapia de apoio em situações de stress e dificuldades psicológicas e emocionais, e também para melhorar a qualidade de vida por promover uma integração do corpo, mente e espírito.

Os resultados do tratamento são geralmente bem sucedidos, mesmo quando outras abordagens terapêuticas fracassam. A profundidade do trabalho pode ser explicada pelo fato de ser aplicada no nosso sistema fisiológico mais importante e fundamental: o Sistema Craniosacral.

O Sistema Craniosacral e’ formado pelo fluido cérebro espinhal, as meninges, os ossos cranianos e o osso sacro na base da coluna vertebral.

A terapia visa liberar as restrições que estejam impedindo o funcionamento adequado do Sistema Craniosacral, resultando nos problemas citados anteriormente. As restrições podem estar presentes nos músculos, órgãos, ou no sistema de meninges que recobre o sistema nervoso.

Melhorar o funcionamento do sistema craniosacral significa melhorar a circulação do liquor, [ou liquido cefalorraquidiano ou fluido cérebro espinhal] que circula entre as meninges ao redor do cérebro e ao longo de toda coluna vertebral. O liquor e’ um líquido claro filtrado do sangue por estruturas especificas [plexo coroidal] nos ventrículos dentro do cérebro que tem por função a nutrição e proteção mecânica e química do sistema nervoso, carregando também as toxinas de volta ao sistema venoso.

A sua produção e distribuição cria uma circulação rítmica, ou pulsação [ritmo craniosacral] que pode ser sentida através de palpação especifica. O terapeuta aprende a detectar as áreas de restrições que podem estar dificultando esta circulação e as manobras de toque adequadas para liberá-las. Os toques [da ordem de 5 gramas ou menos] são suaves e leves, totalmente não invasivos, para que seja possível sentir a pulsação do ritmo craniosacral no corpo do paciente.

Por sua intima relação com o Sistema Nervoso, podemos dizer que o bom funcionamento do Sistema Craniosacral e’ o requisito básico para o seu equilíbrio e de todos os outros sistemas por ele influenciados [Sistema Circulatório, Respiratório, Hormonal, Imunológico, etc.], ou seja, o corpo todo.

A Terapia Craniosacral tem sua base nos estudos pioneiros do osteopata americano Dr. William Sutherland no inicio do século 20 [1920-1930 aproximadamente]. Ele observou que os ossos do crânio permitiam um pequeno grau de movimentação entre eles, uma idéia radical que contrariava os textos de anatomia que ensinavam que os ossos cranianos eram solidificados antes da idade adulta. Desenvolveu pesquisas e experiências que deram origem a um sistema de tratamento chamado de osteopatia craniana.

Nos anos 70, outro medico e osteopata americano Dr. John Upledger, descobriu acidentalmente o Sistema Craniosacral durante uma cirurgia de rotina. Ele estava atuando como cirurgião assistente onde tinha a função de segurar a meninge dura mater da região cervical para que seu colega pudesse realizar uma raspagem de deposito de cálcio de sua superfície. E ele sentia-se incapaz de realizar esta tarefa, pois a meninge movia-se ritmicamente numa freqüência aproximada de 10 ciclos por minuto. Intrigado com este fato que ninguém sabia explicar, ele desenvolveu uma serie de pesquisas na Universidade de Michigan que comprovaram e deram origem a base cientifica do sistema craniosacral, sua função e técnicas de tratamento que podem resolver uma grande gama de problemas de saúde.

A Terapia Craniosacral e’ uma forma de tratamento eficaz que ajuda a criar condições ótimas de saúde, encorajando a vitalidade e bem estar geral, regulando o funcionamento do sistema nervoso. Promove um profundo relaxamento e um estado de quietude onde a experiência de meditação pode ser reconhecida.

E’ indicada como terapia preventiva por aumentar a resistência do Sistema Imunológico e a capacidade de auto cura natural do corpo.