Bullying – Não é Brincadeira

14-06-2015
bullying

Você sabia que perseguir, zombar, expor, ridicularizar são apenas algumas das definições de bullying? O termo vem do inglês (bully) que significa intimidar.    As maiores vítimas são as crianças e os adolescentes tímidos e inseguros, com dificuldades de se comunicar e de fazer amigos ou que não se encaixam nos padrões convencionais, seja de beleza, moda, ou pertençam a alguma tribo urbana. Basta ser diferente da grande maioria para ser alvo de “brincadeiras” e chacotas.

Quais são os tipos de bullying?

 O Bullying é praticado de diversas maneiras e a gravidade depende também do comportamento de sua vítima.

  • física: empurrar, socar, chutar, beliscar, bater;
  • verbal: apelidar, xingar, insultar, zoar;
  • material: destroçar, estragar, furtar, roubar;
  • moral: difamar, disseminar rumores, caluniar;
  • psicológica: ignorar, excluir, isolar, perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, tiranizar, chantagear, manipular, ameaçar, discriminar, ridicularizar;
  • sexual: assediar, induzir e/ou abusar; e
  • virtual: divulgar imagens, criar comunidades, enviar mensagens, invadir a privacidade (cyberbullying – bullying praticado por meio da internet e de celulares, geralmente de forma anônima.)

Os que sofrem bullying tendem a se isolar, uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.

Para os pesquisadores é fundamental que os pais fiquem sempre atentos ao comportamento dos filhos e mais, os pais devem, inclusive, perguntar diretamente aos filhos se eles sofrem bullying.

O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento. Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.

 Mas o bullying tem solução. E a estratégia deve envolver o agressor, escola, família e a vítima. Procurar ajuda especializada é a melhor opção.