Candida albicans, quem é ?

19-02-2014

Ela é a espécie mais comum de fungo que pode habitar a vagina. Também pode ser encontrada na pele, boca, estômago, intestino.

Em condições normais, a vagina é habitada por vários micro-organismos que constituem sua flora normal. As bactérias residentes na flora vaginal têm como função manter o “pH” vaginal num nível normal.

As glândulas na mucosa vaginal produzem pequenas quantidades de muco fino para manter a vagina úmida. Uma secreção transparente e inodora que varia em quantidade  é normal e não deve ser causa para preocupação, serve até para ajudar a limpar a vagina.

Quando ocorre desequilíbrio nesta flora e/ou nos mecanismos de defesa da mulher, existe crescimento da Candida, ocasionando o aparecimento da doença, a candidíase vulvovaginal. Estima-se que cerca de 75% das mulheres experimentarão pelo menos um episódio  durante sua vida, e que  aproximadamente 5%, sofrerão de episódios repetitivos.

O que favorece a infecção e a reinfecção?

  • Medicamentos como os antibióticos e corticóides podem alterar a flora vaginal normal e os mecanismos de defesas.
  • Durante a gravidez, o ambiente hormonal específico pode proporcionar mudanças no meio vaginal que favoreçam à proliferação dos fungos;
  • Anticoncepcionais de alta dosagem: também podem facilitar o aumento da população de fungos, pelo mesmo mecanismo da gestação;
  • Diabete descompensado: o aumento da concentração de glicogênio (um tipo de “açúcar”) no conteúdo vaginal pode favorecer a candidíase;
  • Higiene íntima inadequada: a contaminação da vagina com germes provenientes do intestino pode ocorrer por higiene local inadequada;
  • Vestuário: roupas íntimas e/ou calças justas e/ou de tecido sintético prejudicam a ventilação, favorecendo o aumento da umidade e temperatura local, tornando assim o ambiente propício ao crescimento dos fungos;
  • A transmissão da Candida por via sexual é controversa, pois a candidíase vulvovaginal também ocorre em pessoas sem atividade sexual. Então, pelo menos para casos repetitivos, o tratamento do parceiro sexual pode ser recomendado;
  • Existem hipóteses de que o excesso de ingestão de açúcares e/ou alimentos ácidos favoreceriam a repetição de episódios de candidíase.

Como identificar?

  • Prurido (“coceira”) vulvar é o sintoma mais comum;
  • Quando há corrimento vaginal anormal, o mais frequente é descrito como branco, com aspecto semelhante a leite talhado e em quantidade variável;
  • Outras queixas comuns são: ardor, eritema (vermelhidão) e edema (inchaço) vulvar e dor às relações sexuais;
  • Como prevenir?
  • Dê preferência às roupas íntimas de  algodão, pois estas favorecem a ventilação local;
  • Evite usar toalhas e roupas íntimas que ficaram secando no banheiro (isso facilita a manutenção dos fungos) e, principalmente, aquelas que pertencem a outras pessoas. As toalhas devem ser bem lavadas e sempre passadas a ferro antes do uso;
  • Após as evacuações, a higiene local deve ser feita trazendo o papel higiênico no sentido da vulva para o ânus (da frente para trás), nunca o contrário, evitando assim a contaminação da vagina por germes que habitam as fezes;
  • Evite o uso de protetores (absorventes) íntimos diários, pois estes também prejudicam a ventilação local;
  • Na praia ou piscina, evite ficar períodos prolongados com o maiô molhado, porque além de prejudicar a transpiração, o ambiente úmido e quente favorece a proliferação dos fungos;
  • Duchas intra-vaginais são absolutamente desnecessárias e, além de causar desequilíbrio na flora vaginal normal, podem levar os germes para órgãos genitais mais altos (útero, ovário e trompas), causando sérios danos à saúde;
  • Adquira o hábito de dormir com roupas confortáveis e largas, de preferência de algodão.