Cuidados com o Pé Diabético

17-11-2013
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, mais de 220 milhões de pessoas tem a doença. E apesar do número crescente, um estudo realizado em nove capitais brasileiras revelou que apenas 46% dos pacientes conheciam seu diagnóstico. O Diabetes Mellitus, caracterizado pelo nível elevado de açúcar no sangue, é causado pela falta ou quantidade insuficiente de insulina, que é um hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela absorção da glicose pelas células. Embora existam vários tipos de diabetes, as mais comuns são do tipo 1 e 2 e o diabetes gestacional. O diabetes tipo 2 está entre as doenças crônicas que representam um grave problema de saúde pública pela alta prevalência no mundo e por ser um dos principais fatores de risco para o surgimento de doenças cardiovascular e cerebrovascular. Seus fatores de risco, são os chamados fatores ambientais como a obesidade, o sedentarismo e os maus hábitos alimentares, além da genética. Assim como outras doenças, o diabetes também é uma doença silenciosa e por isso é importante estar atento aos sintomas que podem surgir em pessoas com altos ou mal controlados níveis de glicose:
  • Sede em excesso;
  • Vontade de urinar diversas vezes ao dia;
  • Perda de peso (mesmo sentindo mais fome e comendo mais do que o habitual);
  • Fome exagerada;
  • Visão embaçada;
  • Infecções repetidas na pele ou mucosas;
  • Machucados que demoram a cicatrizar;
  • Fadiga (cansaço inexplicável);
  • Dores nas pernas por conta da má circulação;
Algumas dicas para prevenção:
  • Acrescente fibras à sua alimentação. Boas fontes são as frutas, legumes e verduras, além dos cereais integrais, como pães, macarrão, aveia, linhaça e outros. As fibras lentificam a absorção da glicose, além de ajudar na redução do colesterol e melhorar o funcionamento intestinal. Não se esqueça de aumentar o consumo de água para que as fibras exerçam seus benefícios;
  • Mantenha seu peso adequado. Procure se exercitar. A prática regular de atividade física além de ajudar na perda de peso, evitando a obesidade, dará  mais disposição, melhora a auto-estima e ajudará no melhor controle da glicemia;
  • Quanto as gorduras, prefira as poliinsaturadas presentes nos óleos vegetais (linhaça, gergelim, coco), azeite de oliva extravirgem e sementes oleaginosas (abóbora, linhaça, girassol, castanhas, amêndoas, avelãs e nozes). Evite o consumo das gorduras saturadas e trans;
Para o diagnóstico procure seu médico. Os diabéticos, em face da intolerância à glicose causada pela diminuição de insulina circulante, desenvolvem problemas em vários setores do organismo, que são tanto mais graves e precoces quando pior for o controle da hiperglicemia (açúcar alto no sangue). Portanto, os diabéticos que não controlam sua glicemia adequadamente terão os problemas das extremidades, especialmente dos pés. A freqüência é tão grande que se cunhou o termo de “Pé Diabético”. O pé humano é uma estrutura que dá suporte e locomoção, além de ser importante para a estética. É constituído de delicadas estruturas harmoniosamente balanceadas, visando a uma função complexa, contando com uma rede vascular especializada, constituída de artérias, veias e vasos linfáticos, além de nervos. Os diabéticos devem dar uma atenção especial aos pés, examinando-os todos os dias. Esse deve ser um hábito, principalmente para aqueles que sofrem de neuropatia. A inspeção será baseada na procura de úlceras, calos ou qualquer outro problema visível. Consulte o médico caso haja qualquer preocupação a esse respeito. É possível prevenir as infecções nos pés. Manter um bom fluxo sangüíneo é, também, outro aspecto importante. Para isso, tome medidas que baixem a pressão alta e os níveis de colesterol. É importante também fazer caminhadas com regularidade ou outro tipo de exercício físico. Vício, como o fumo, deve ser evitado. Só para se ter uma idéia, 95% de todas as amputações do pé acontecem em diabéticos fumantes. Como prevenir o pé diabético?
  • O exame diário dos pés, bem como a proteção dos dedos e maléolos é a maneira mais fácil de evitar o aparecimento das tão desagradáveis e perigosas lesões;
  • Normalmente, o diabético só se dá conta da lesão quando esta se encontra em estágio avançado e quase sempre com uma infecção secundária, o que torna o tratamento extremamente difícil, devido à insuficiência circulatória.
  • Secar bem os pés, cortar cuidadosa e periodicamente as unhas;
  • Evitar a colocação de calor local, tipo bolsas de água quente e proximidade com o fogo;
  • Fazer um exame diário dos sapatos, evitando pregos ou corpos estranhos soltos no interior deles. Estas são precauções que, na maioria dos casos, evitam o aparecimento da moléstia.
Dicas de Saúde para os pés
Evite sapatos de bico fino e de salto muito alto.
 
É muito importante que todo o arco do pé esteja apoiado no calçado. O ideal são os sapatos com salto baixo.
 
Após o banho secar bem entre os dedos dos pés, para evitar que fique alguma umidade no local pois os fungos querem calor e umidade. Use talco do tipo Polvilho Granado.
 
Para evitar micoses e fungos use meias 100% algodão, evite usar o mesmo calçado em dias seguidos.
 
No caso de fissuras (rachaduras no calcâneo) deve ser feita remoção da calosidade,  com cremes a base de uréia e hidratantes.
 
Ao escolher um calçado novo, a pessoa o faça sempre no período da tarde quando os pés já estão mais inchados.
 
Use uma loção de creme no dorso e na planta dos pés (exceto entre os dedos), especialmente nas áreas mais ressecadas.
 
Se tiver calos ou verrugas procure um especialista para tratá-los. Jamais tente removê-los sem orientação. Os produtos indicados para esse fim podem lesar a pele e provocar infecções.
 
Dor nos pés podem causar consequências sérias para todo o corpo, pois muda-se a marcha e, devidos aos atritos diferentes começam dores no tornozelo, joelho, quadril e coluna vertebral.
 
Pés jovens problemas futuros, grande parte dos traumas nas unhas ocorre quando o bebê começa a fazer os primeiros movimentos. Evitar agasalhos inteiriços (mijôes). E quando engatinhar, sempre com meias.