DORES. QUEM NÃO AS TEM? – Parte 1

21-02-2016
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Dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial ou descrita em termos de tais lesões.

A percepção da dor é caracterizada por uma experiência multidimensional que envolve as dimensões neurofisiológicas, comportamentais, afetivas, comportamentais, emocionais, culturais, sociais e religiosas.

Dor Aguda

— Serve como alerta para o organismo de que algo não está bem. É um sintoma, uma reação.

— Dura um tempo determinado, geralmente menos de três meses, não é contínua ou regular e surge de repente.

— Como é o indicador de diversas doenças, não há tratamento único, é preciso curar a enfermidade que causa dor.

Exemplos: colisão que deixa o corpo machucado (como bater em uma porta, por exemplo); pedra nos rins; dor forte no peito, que pode indicar um infarto; dificuldade na respiração, que pode ser causado por uma pneumonia.

Dor Crônica

— Pode ser sintoma de doenças existentes ou não ter qualquer causa demonstrável em exames, sendo, portanto, a própria doença.

— É mais duradoura, pode ser contínua, ter períodos regulares ou crises intermitentes, com duração superior a três meses.

— Além de medicação prescrita por médico, geralmente com analgésicos, é comum necessitar de antidepressivos, pois a dor atinge o lado psicológico do paciente, já que o imobiliza ou afeta o cotidiano. É preciso um tratamento não apenas com remédios, mas com uma equipe multidisciplinar que estude as causas físicas e psicológicas da dor.

Exemplos: dor na coluna, lombar, alguns tipos de dor de cabeça (enxaqueca), dor do câncer, do nervo ciático, entre outros.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 30% da população mundial sofrem com algum tipo de dor crônica. As causas vão desde distúrbios como a neuropatia diabética, que pode atingir o sistema nervoso periférico de pacientes diabéticos, a problemas como a osteoartrose, que é o desgaste da cartilagem entre as articulações. Em todos os casos, a qualidade de vida pode ser gravemente impactada.

— A dor passa a ser uma companheira da pessoa, e muitas vezes a impede de realizar atividades cotidianas, além de interferir em questões orgânicas, há componentes psicológicos que podem ser determinantes no surgimento e na manutenção daquela dor.

— Cada paciente percebe a dor de uma forma, ela não é igual para duas pessoas. Um tratamento pode funcionar bem para um paciente, mas não fazer efeito em outro.

Ao paciente, cabe saber diferenciar a dor crônica, que pode ser a própria doença a ser tratada, da dor aguda, que é o sintoma de uma doença.

Embora a dor aguda e a crônica sejam habitualmente controladas com intervenções farmacológicas, métodos complementares de tratamento adjuvante e alternativo podem reduzir o uso e abuso na prescrição de analgésicos e diminuir os efeitos colaterais que eventualmente comprometem a saúde do paciente.

Acompanhe na próxima semana quais são essas alternativas.

Leia a parte 2

Leia a parte 3