Fibromialgia – um dos mistérios da Medicina

09-02-2017
fibromialgia

Descrita comumente como “dor generalizada”, é uma condição crônica que causa bastante sofrimento. Pelo seu desconhecimento, por muitos anos os pacientes foram tachados de dramáticos ou exagerados nos seus frequentes e inexplicáveis relatos e queixas de dor. A compreensão da complexidade e do espectro de comprometimento da qualidade de vida dos indivíduos começou na década de 1980, quando a literatura internacional demonstrou séries de casos que uniformizaram as descrições e delinearam os principais mecanismos fisiopatológicos.

As causas da fibromialgia ainda são desconhecidas, mas existem vários fatores que estão frequentemente associados a esta síndrome.

  • Genética: É muito recorrente em pessoas da mesma família, o que pode ser um indicador de que existem algumas mutações genéticas capazes de causar a síndrome.
  • Infecções por vírus e doenças autoimunes também podem estar envolvidas nas causas da fibromialgia
  • Distúrbios do sono, sedentarismo, ansiedade e depressão também podem estar ligados de alguma forma à síndrome.

Sintomas

  • Dor generalizada: descrita como uma dor presente em diversas partes do corpo e que demora pelo menos três meses para passar
  • Fadiga: os portadores dessa síndrome frequentemente acordam já se sentindo cansados, mesmo que tenham dormido por muitas horas. O sono também é constantemente interrompido por causa da dor, e muitos pacientes apresentam outros problemas relativos ao sono, a exemplo da apneia e insônia
  • Dificuldades cognitivas: dificuldade de se concentrar, prestar atenção e focar em atividades que demandem esforço mental.
  • Dor de cabeça recorrente ou enxaqueca clássica, dor pélvica e dor abdominal sem causa identificada (síndrome do intestino irritável)
  • Problemas de memória e de concentração
  • Dormência e formigamento nas mãos e nos pés
  • Palpitações
  • Redução na capacidade de se exercitar.

O diagnóstico é feito clinicamente (por meio da história dos sintomas e do exame físico). Não existem testes laboratoriais que possam realizar o diagnóstico, mas o médico pode solicitar exames de sangue para que outras doenças, com sintomas e características parecidos, sejam descartadas ente os possíveis diagnósticos.

O tratamento é mais eficaz quando são unidos medicamentos e cuidados não medicamentosos. O foco é evitar a incapacidade física, minimizar os sintomas e melhorar a saúde de modo geral.

O tratamento pode envolver:

  • Fisioterapia
  • Programa de exercícios e preparo físico
  • Métodos para alívio de estresse, incluindo massagem leve e técnicas de relaxamento.
  • Terapia cognitivo comportamental
  • Uso de florais

Existem várias classes de medicamentos que são utilizados em conjunto com o tratamento não medicamentoso. As drogas mais utilizadas são analgésicos de ação central, incluindo algumas drogas antidepressivas e antiepilépticas que têm esta ação analgésica. Medicamentos para melhorarem o padrão do sono e mio relaxantes também são, frequentemente, utilizados isoladamente ou em conjunto com medicamentos analgésicos.

A terapia cognitivo-comportamental é uma parte importante do tratamento. Com ela, você aprenderá a:

  • Lidar com pensamentos negativos
  • Manter um diário de seus sintomas e dores.
  • Reconhecer o que agrava seus sintomas
  • Buscar praticas atividades agradáveis
  • Estabelecer limites.
  • Os grupos de apoio também pode ser úteis.

Entre outras recomendações estão:

  • Musicoterapia mostra eficácia tratando sintomas de fibromialgia
  • Seguir uma dieta bem balanceada
  • Evitar cafeína
  • Manter uma boa rotina de descanso para melhoras a qualidade do sono
  • Acupressão e acupuntura.