Neuroplasticidade

19-06-2016
neuroplasticidade

O homem nasce com aproximadamente 100 bilhões de neurônios, mas onde estão essas células se  muitas vezes não conseguimos lembrar o nome de uma colega? Como reter o que é essencial para nossa vida pessoal e profissional a partir da avalanche de informações que recebemos?

A memória é uma faculdade cognitiva essencial, pois junto com a aprendizagem forma o suporte para o nosso conhecimento, planejamento e habilidade ao considerar o passado, posicionando-nos no presente e capacitando-nos para o futuro.

A memória faz com que mudemos de comportamento de acordo com uma experiência mais ou menos agradável.

A memória de curto prazo ou de trabalho é usada quando, por exemplo, guardamos um número de telefone pelo tempo necessário para discarmos.

A de longo prazo ou referencial está relacionada às lembranças da infância ou aos conhecimentos adquiridos na escola.

A procedual ou de procedimento refere-se a hábitos como andar de bicicleta, saltar, soletrar, etc…

A perda da memória pode ser causada por problemas neurológicos, psicológicos, metabólicos, intoxicações por drogas ou medicamentos. Estudos revelam que o estresse, a ansiedade e a falta de motivação podem levar ao esquecimento de muitas coisas importantes para a vida, e também existia uma crença que era natural a memória fraquejar quando chegamos a uma idade mais avançada.

Mas você sabia que o cérebro pode melhorar com a idade?

As últimas investigações da neurociência demonstram que o cérebro pode se regenerar mediante seu uso, esse processo chama-se neuroplasticidade, que significa moldar a mente, o cérebro, através da atividade.

O cérebro muda de forma segundo as áreas que mais usamos, segundo a atividade mental.

Em março de 2000, investigadores da Universidade de Londres, descobriram que os taxistas dessa cidade tinham uma parte do cérebro, o hipocampo – região importante para a memória espacial – particularmente desenvolvida porque a exercitavam mais memorizando a cada dia ruas e caminhos. E, nessas pessoas a capacidade aumentava com o passar dos anos. Isso demonstra a importância de se manter uma atividade mental intensa, conforme envelhecemos.

Como manter e melhorar sua memória:

  • Estimule = aprenda novas habilidades;
  • Saiba prestar atenção = concentre-se no que for mais importante, não tente guardar tudo que acontece ao seu redor;
  • Faça relaxamento;
  • Use a associação de imagens e fatos = “veja” o que você está pensando;
  • Alimente-se adequadamente = frutas, verduras, legumes, vegetais e cereais ricos em vitamina B12, ácido fólico, ômega 3 e tiamina são fundamentais para uma saúde perfeita;
  • Durma bem = durante o sono profundo o cérebro desconecta-se dos sentidos processando, revisando e armazenando os acontecimentos na memória. Portanto, é essencial uma boa noite de sono;
  • Praticar exercícios físicos ativa o lado direito e esquerdo do cérebro;
  • Estimule com frequência os 5 sentidos (olfato, tato, paladar, visão e audição).
  • O exercício físico protege nossa saúde cardiovascular o exercício cognitivo protege nossa saúde cerebral, sendo fator de proteção contra demência e senilidade.